Após o vereador César Cortez (PV) relatar ter sofrido ameaça de morte e registrar um boletim de ocorrência, o delegado do 1º Distrito Policial de Limeira, Renato Balestrero Barreto, instaurou inquérito para apurar crime de coação no curso do processo, previsto no Artigo 344 do Código Penal.
"Como o vereador acredita que as ameaças podem estar relacionadas aos trabalhos da CPI das Apostilas, da Câmara, as investigações serão nesse sentido", disse Barreto, ontem, logo após Cortez prestar depoimento na delegacia. O crime prevê pena de um a quatro anos de reclusão.
Conforme o Jornal de Limeira já mostrou, o parlamentar afirmou que um homem desconhecido, dentro de um Gol, o ameaçou de morte em frente ao seu consultório médico - ele é ortopedista. No B.O., Cortez relatou um telefonema estranho que recebeu de uma pessoa chamada Josias, que afirmou ser de uma emissora de TV de Campinas.
Esse telefonema, porém, já foi esclarecido. "Após o caso ter sido noticiado pela imprensa de Limeira, o Josias me ligou hoje (ontem) novamente dizendo que ele é mesmo da emissora de Campinas e que em momento algum quis me intimidar", disse Cortez.
Ele afirmou que como a ameaça de morte ocorreu horas após a ligação e que o funcionário da emissora queria saber informações sigilosas a respeito das investigações do Ministério Público (MP), que também apura o escândalo das apostilas didáticas, acabou associando o telefonema com a ameaça. "Achei que uma situação tinha a ver com a outra", falou.
O vereador afirmou que a ameaça deve ter relação com os trabalhos da CPI. "Não tenho nada a esconder em minha vida particular e profissional. O único assunto mais polêmico em que estou envolvido agora, por ser membro da CPI, é o caso das apostilas", disse. Mesmo com a ameaça, Cortez garantiu que não deixará a CPI. "Continuarei na comissão do mesmo jeito", falou.
Fonte: Redação L