Mudas de árvores plantadas no Horto Florestal estão secas

Boa parte das mudas de árvores plantadas, há 18 dias, no Horto Florestal, já está seca. A principal hipótese, levantada por uma pessoa que sempre passa pelo local, é a falta de irrigação.
As 15 mil mudas foram plantadas por cerca de 700 pessoas no dia 22 do mês passado. O projeto, desenvolvido pela Secretaria da Agricultura e Meio Ambiente, tinha como objetivo, festejar os 181 anos de fundação do município, além do Dia da Árvore e o início da primavera.
A plantação foi feita em dois terrenos. O que fica pouco mais abaixo, ainda tem bastante muda “tentando sobreviver”, como disse o homem, que preferiu não se identificar. A Gazeta foi até o local e observou que, das que ainda estão verdes, muitas estão com as folhas murchando. Já, na parte de cima, a maioria das mudas está morta.
Em cada uma das plantas, tem o nome da espécie. Entre as que estão completamente secas estão aroeira, pau-viola, pau-cigarra, pau-formiga e até palmeira imperial e pau-brasil. Entre elas, o ipê-roxo ainda estava verde.
No dia da plantação estavam presentes autoridades, grupos de alunos, pais, professores de escolas municipais, estaduais, particulares e universidades da cidade, além de empresas, organizações, Secretarias Municipais, Tiro de Guerra, Cetesb, Ong PreservAÇÃO e Fundação Mokiti Okada. O prefeito Silvio Félix (PDT) chegou a ser homenageado no local.
A Secretaria da Agricultura e Meio Ambiente, através da Assessoria de Comunicações da Prefeitura, informou que “o local tem sido irrigado diariamente”. O que acontece, conforme a Secretaria, é que o período de seca está bastante prolongado, e isso faz com que o tempo em que o solo permanece úmido seja muito curto em função do calor. “Até mesmo árvores já enraizadas dentro de residências particulares, conforme constatação da Secretaria, estão sofrendo com a ação do período de seca - em alguns casos, elas estão secando”.
A Secretaria informou ainda que uma perda até 20% é considerada normal e está dentro dos padrões de reflorestamento. “Até o momento, não foi possível calcular essa perda, até porque muitas mudas perdem suas folhas, mas depois conseguem voltar a crescer”. (RR)

Jornalista: Gazeta de Limeira