A comissão de sindicância que apura o caso de B.C.S, de quatro anos, esquecido no Centro Infantil Irmã Maria José de Jesus Silva, no Cecap, em junho, está próxima de finalizar os trabalhos. O prazo para conclusão do procedimento vencia este mês, mas a comissão pediu prorrogação de 60 dias. Segundo apurou a Gazeta, restam ser ouvidas duas pessoas. Ao todo, 15 já deram depoimentos.
Os trabalhos devem ser concluídos provavelmente no final de setembro, conforme disse um dos membros da comissão, composta por três diretoras de escola. O documento vai revelar os responsáveis pelo incidente. “Queremos que essas duas pessoas contribuam com o processo de apuração. Depois esperamos fechar a primeira etapa”, disse.
Segundo informou o membro da comissão de sindicância, reunidos todos os depoimentos, eles serão relidos e analisados para que se chegue a conclusão.
Com o fim da primeira etapa, o documento segue para receber parecer do Executivo, que pode encerrar a sindicância ou abrir processo administrativo disciplinar. A pena máxima para os responsáveis pelo esquecimento da criança na escola é a exoneração.
No Centro Infantil onde aconteceu o episódio, o clima está tranqüilo, conforme disse uma fonte da unidade escolar à reportagem. Mas além da professora, que teria deixado B. de castigo, a diretora também está afastada. Ambas estão de licença saúde e sem data de retorno ao trabalho.
Depois do esquecimento do menino, uma medida de segurança foi tomada para evitar que o incidente se repita. Pais e responsáveis que buscam as crianças na escola são obrigados a assinar uma ata declarando que levou o aluno para casa. “Estamos fazendo tudo para não correr riscos. “No início, os pais reclamaram devido ao tempo que eles precisam esperar para sair com as crianças da escola, mas agora não estamos mais enfrentando problemas”, falou a fonte.
Entram na escola, três por vez para assinar o documento e levar as crianças. Conforme disse a fonte, essa é a única escola municipal que tomou essa medida de segurança. “Estamos tomando todas as providências. Aquilo que aconteceu foi uma fatalidade. Infelizmente pecamos”, concluiu.
B. que foi deixado dentro da escola trancado por três horas em uma sala de aula, mudou de escola. A decisão dos pais se deve à insegurança que a criança sentiu depois do ocorrido. (BL)
Jornalista: Gazeta de Limeira