Odair Ferreira dos Santos. Este é o nome do atleta parapan-americano que trouxe três medalhas de ouro para Limeira no atletismo. Com 26 anos e portador de deficiência visual desde os 9, Santos conta que foram três provas que ele participou: 1.500, 5 mil e 10 mil metros.
Experiente, o atleta participa desde 2003 de competições mundiais. "Em 2003, fui para a Argentina; em 2004, para a Grécia; em 2005, Finlândia; e 2006, Holanda", relata. O Parapan, segundo ele, foi a principal competição de 2007. "Sempre sonhei com uma medalha de ouro neste evento. Três, então, é lucro. Estou feliz pela conquista", diz. Apesar da deficiência, é notória a sua motivação pelo esporte. "Preparei-me para isso. Para pelo menos uma medalha. Dei o melhor de mim, com certeza".
Santos - que começou a correr com 10 anos - lembra que o início foi no atletismo de rua, mas que havia muitas dificuldades pelo fato de ser deficiente visual. "Era mais difícil. Terrenos e buracos atrapalhavam". Com dificuldades financeiras para treinar, o atleta abandonou o esporte dos 17 aos 22 anos. "Fiquei afastado esse tempo. Quando voltei, em 2003, já iniciei nas competições para-olímpicas". Desde quando retornou à atividade, Santos compete nas pistas de atletismo. "É mais tranqüilo na pista. Meu campo visual consegue enxergar as faixas, pois não tenho 100% da vista afetada", comenta.
Para ele, o esporte tem o poder de resgatar as pessoas e melhorar a condição de vida do praticante. "Independente de deficiência, aqueles que querem alguma coisa na vida têm que ir atrás". O atleta contribuiu com três medalhas de ouro e ajudou a colocar o Brasil na primeira colocação no quadro de medalhas, com o total de 83 de ouro.
JL - Paula Martins