De um total de 17 escolas de educação infantil da rede de ensino particular de Limeira apenas 6 se interessaram em participar do programa Bolsa-Creche. Outra dificuldade é que nenhuma delas possui documentação completa que as habilite a integrar o projeto.
O número surpreendeu o secretário da Educação Antonio Montesano Neto. Segundo ele, quando tomou conhecimento do programa achou que haveria grande procura e não sabe explicar os motivos pelos quais poucas escolas se interessaram. O problema é que o pequeno número de escolas acarretará no atendimento de um reduzido número de crianças não atingindo plenamente seu objetivo que é o de amenizar o problema da falta de vaga em creche existente na cidade. No total, o orçamento deste ano permite que até 500 crianças possam ser incluídas nesse programa. Mesmo se as seis escolas estivessem aptas a participar, não haveria vagas suficientes para atender à quantidade de crianças de 0 a 6 anos que a Prefeitura está disposta a custear.
Das 6 unidades de ensino que se apresentaram apenas uma está localizada no centro da cidade. As demais ficam em bairros sendo que duas delas pertencem a regiões do Jardim Aeroporto e do Jardim Ouro Verde onde está concentrada a maior demanda de crianças sem creche da cidade. “A Prefeitura tem grande interesse nesse projeto porque vamos solucionar parte de nosso problema com a falta de vagas em creches”, declarou Montesano.
Até ontem apenas uma das 6 escolas está prestes a ser integrada ao programa. Conforme informações do secretário, aguarda apenas a emissão do laudo de vistoria do Corpo de Bombeiros e da Vigilância Sanitária. Mas na maioria dos casos elas não possuem o CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) além de outros documentos exigidos pela Secretaria da Educação.
Através do Bolsa-Creche a Prefeitura pagará as escolas até R$ 250 por criança beneficiada. “O pagamento é garantido. Não há risco de as escolas ficarem sem receber”, garantiu Montesano.
Jornalista: Gazeta de Limeira