Câmeras estréiam; população pede polícia

A Prefeitura de Limeira anunciou ontem o início do sistema de monitoramento na cidade. A princípio, serão cinco câmeras que estarão vigiando a região central durante 24 horas. Pessoas ouvidas pelo Jornal de Limeira acreditam na inibição da criminalidade, mas cobram mais policiamento nas ruas.

De acordo com a Secretaria de Segurança, ao todo, serão 56 câmeras. Vão ser instaladas na área comercial, no Centro, 32 delas, com giro de 360 graus, e 24 fixas nas principais entradas e saídas de Limeira. O monitoramento será feito no Edifício Prada, onde funciona a prefeitura.

Na opinião do vendedor Giovane de Assis, de 30 anos, o sistema vai inibir crimes, mas não é uma solução para o problema da violência em Limeira. "Morei três anos em Diadema. Na cidade, havia monitoramento e nem por isso deixavam de acontecer roubos. A solução é colocar mais policiais nas ruas", sugere.

O torneiro mecânico José Eduardo Rodrigues, 65, acredita na diminuição dos furtos, mas cita que o sistema só vai ser eficaz se houver uma ação conjunta com a polícia. "As câmeras trazem uma sensação de segurança, mas de nada adianta se não tiver policiais para atender os chamados quando houver ocorrências", pontua.

Segundo o secretário de Segurança, Siddhartha Carneiro Leão, haverá uma integração com as polícia Civil e Militar, uma vez que o projeto tem por finalidade a segurança da população.

"Hoje, as pessoas estão abrindo mão da privacidade para garantia de maior segurança", diz o secretário.

Delegado seccional, Aparecido Capello avalia que o novo sistema será mais uma ferramenta que irá ajudar a Polícia Civil na apuração de crimes. "Câmeras sempre ajudam a produzir provas robustas - como no caso do PCC em Limeira, onde uma câmera particular ajudou a identificar os responsáveis por um homicídio", diz.

Capello acredita também que o novo sistema inibirá furtos e roubos nas áreas abrangidas pelas câmeras. "Esses aparelhos vão, por exemplo, contribuir muito para a diminuição de furtos de carros", exemplifica.

Conforme a prefeitura, o monitoramento poderá ser ampliado para outras áreas - como Rua Pedro Elias e avenidas Campinas e Fabrício Vampré.

Em Iracemápolis, sistema já funciona há mais de um ano

Em Iracemápolis, o prefeito Fábio Zuza (PSDB) instalou no ano passado pontos de monitoramento em quatro áreas da cidade. Hoje, ele avalia que o sistema deu certo e já fala até em expansão. "Foi muito positiva essa iniciativa. Recentemente, instalamos um novo ponto no Jardim Iracema e agora já estudamos ampliar o monitoramento para a Praça Bortolo Poloni, próxima do bairro João Ometto", revela.

Zuza não arrisca estimativas com a diminuição da criminalidade, mas garante que a fiscalização tem sido ostensiva. "Já elucidamos alguns crimes que aconteceram na cidade com a ajuda das câmeras. Isso tudo porque há no município uma integração entre Guarda Municipal e polícias Civil e Militar", observa.

Nos primeiros meses de operação, a prefeitura chegou a ter problemas com o furto de câmeras, mas o sistema foi modificado e ocorrências desse tipo não se repetiram.

Localização das câmeras

Rua Dr. Adalberto Ferreira (em frente à prefeitura);

Rua Tiradentes com Humaitá;

Rua Santa Terezinha com Sargento Pierrotti;

Avenida Comendador Agostinho Prada com Alberto Ferreira;

Rua Carlos Gomes com Tenente Belizário.