O limeirense está sendo filmado, mas a sala da Central de Monitoramento, no Paço Municipal, está fechada. O sistema inédito de segurança ainda não surte os efeitos esperados. Se ocorrer um roubo em um dos cinco pontos onde há câmeras, nenhum guarda municipal vai acompanhar o caso como era previsto. A Polícia Civil terá apenas gravações à disposição.
A Gazeta foi até a Prefeitura na manhã de ontem e encontrou as portas da sala da Central de Monitoramento, apresentada à imprensa no dia 1º de julho, de portas fechadas. A reportagem pediu que funcionários abrissem o local, onde não havia nenhum guarda municipal acompanhando as imagens que seriam transmitidas instantaneamente.
No dia da apresentação da sala a informação era que até o final da semana seguinte, dia 11 de julho, pelo menos metade do sistema de 56 câmeras estaria em pleno funcionamento, o que não impedia que o monitoramento já fosse efetuado com os cinco equipamentos em operação nas ruas. Isso significa que se ocorrer um ato de vandalismo, furto, roubo ou homicídio, por exemplo, os guardas não estão no local para acionar, via rádio, as viaturas da Polícia Militar (PM), além de fornecer informações para a Polícia Civil.
Fontes informaram que houve atraso para a chegada do sistema de cabeamento com fibra óptica até o Paço Municipal, mas não souberam justificar porque mesmo assim, com cinco câmeras em funcionamento, não há monitoramento. A única explicação é que os equipamentos estariam no sistema automático por enquanto.
Desde o dia 1º apenas os cruzamentos entre as ruas Santa Terezinha e Sargento Pierroti, Carlos Gomes e Tenente Belizário, Tiradentes e Humaitá, além da Avenida Comendador Agostinho Prada e a Rua Dr. Alberto Ferreira estão com as câmeras em funcionamento, mas sem monitoramento.
Essa situação deve continuar pelo menos até a próxima sexta-feira, dia 18. Segundo o diretor administrativo da Guarda Municipal (GM), Newton Xavier Ribeiro, até esta data 15 câmeras estarão em funcionamento e os guardas municipais começarão a fazer o monitoramento na Prefeitura. Ele reforçou que nos próximos dias ocorrerá uma reunião com representantes de todas as corporações policiais para que o trabalho seja feito de forma integrada.
SISTEMA
De acordo com o projeto anunciado no início deste mês, os guardas farão o monitoramento na Central durante 24 horas por dia. O trabalho será feito através de 32 câmeras do tipo speed dohne, que fazem giro de 360º, e 24 fixas. O projeto engloba a área central, incluindo a região da “baixada”, e as entradas e saídas do município.
Na prática os guardas acionarão via rádio as viaturas da PM, além de fornecer dados para a Polícia Civil. As imagens são gravadas e ficam armazenadas durante 30 dias, podendo, inclusive, ser usadas como prova de crimes.
Além disso, a expectativa é que o trânsito também tenha melhorias. Com o monitoramento haverá mais agilidade nos trabalhos dos agentes, facilitando as atividades em pontos de congestionamentos e em locais de acidentes. Outra previsão otimista é que as câmeras ajudem a coibir a atividade dos guardadores de carro.
O custo do serviço é de R$ 1.498.646,94. O prazo para a conclusão da instalação dos 56 equipamentos não foi divulgado.