Elas estão por todos os cantos. E não há como não enxergá-las. Estão presentes nas paredes dos prédios públicos e até mesmo nas casas dos limeirenses. As pichações invadiram a cidade. Nem as placas de sinalização escapam. No Anel Viário, algumas delas estão tomadas por símbolos estranhos. Pior para os motoristas, que não podem ler o conteúdo das placas.
Os prédios públicos vivem uma onda de pichações. As escolas parecem ser os principais alvos. Duas, na Rua Carlos Gomes (perto do Center Plaza), têm as paredes tomadas por tintas - em sua maioria, nas cores vermelha e preta. São as unidades de ensino Prada e Flora de Castro Rodrigues, no Centro Acima.
Ao ver as pichações, a costureira Sandra Regina Evaristo de Melo, de 47 anos, disparou: "é uma judiação". Para ela, os autores são considerados baderneiros. "Eles emporcalham a cidade. Tudo fica feio", fala. Sandra Regina acredita que as pessoas que forem flagradas pichando prédios públicos e imóveis particulares devem pagar pela pintura do muro.
Vandalismo é como a auxiliar-administrativa Fabiana Aparecida Souza, 20, classifica as pichações. "Fazem de maldade". Ela conta que no Jardim Caieira, bairro onde mora, as pichações estão por todos os lados. É na zona oeste de Limeira.
O chapeiro Adilson Aparecido Pinto da Silva, 31, também não gosta de ver as paredes marcadas. "É feio. Dá aspecto de abandono. É um relaxo ver tudo pichado no Centro e nos bairros", cita. Ele é radical quanto ao que fazer com os pichadores. "Deveriam pagar multa e até mesmo pegar alguns anos de cadeia", opina.
ESTRAGAR
Há também quem defende deixar as pichações como elas estão. É o caso da auxiliar de cozinha Maria das Graças Alexandre, 36. "É um desperdício pintar de novo e os pichadores voltarem a deixar suas marcas", comenta.
A mulher ainda conta que no Jardim Santa Adélia, duas pichações chamam a atenção. Uma delas é numa escola inaugurada no final do ano passado e outra numa casa que acabou de ser construída. "Fica feio. Fazem isso só para estragar a pintura".