Em menos de 1 mês acaba prazo de licença do Aterro

A vida útil do Aterro Sanitário de Limeira volta a preocupar. Em menos de um mês, acaba o prazo da licença de operação cedida pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb).

Em matéria publicada em setembro do ano passado, o órgão informou que esta seria a última licença. No entanto, como o processo para a construção do novo aterro ainda está em trâmite - e deve demorar, pois exige licenças ambientais rigorosas -, a Prefeitura formalizou um novo projeto de sobrevida.
De acordo com o secretário de Obras, Celso José Gonçalves, o estudo, já enviado à Cetesb, prevê o alteamento de um espaço do atual aterro. O projeto apresenta a otimização da área, que possibilita acumular novas camadas de lixo. “É lógico que houve a preocupação com a interligação dos sistemas ambientais já existentes”.

CONTROLE
AMBIENTAL

Conforme o gerente da Cetesb de Limeira, Adilson Rossini, o sistema de controle ambiental do aterro não pode ser prejudicado. Ou seja, o dreno de gases não pode ser afetado, assim como a coleta de chorume, que além de tudo precisa continuar com o seu tratamento eficaz, entre outras sérias exigências. “Se tudo isso for mantido, não tem problema trabalhar com sobre-elevação”. Entretanto, esse novo projeto de sobrevida ainda está em análise. Rossini preferiu não se posicionar quanto à possibilidade de nova licença enquanto as averiguações não forem concluídas. “O que não pode, por exemplo, é formar um morro de lixo que possa causar instabilidade”.
O secretário de Obras está otimista quanto à nova licença. De acordo com ele, o estudo foi minimamente elaborado para que o prazo possa ser ainda maior. “Se for aprovado, até pode ser que os técnicos da Cetesb façam alguma ressalva, à qual vamos readequar”. Desta forma, segundo ele, haverá possibilidade de agilizar os trâmites para a construção do novo local. A resposta de liberação ou não do projeto da Prefeitura, para que o Aterro possa continuar funcionando, será conhecida em cerca de 15 dias.

NOVO LOCAL

Enquanto isso, os trâmites para a construção do novo aterro segue lentamente, como já era previsto, por se tratar de licenças rigorosas. Conforme o secretário, o projeto do plano de trabalho já foi enviado ao Departamento de Avaliação de Impacto Ambiental (DAIA), órgão do governo estadual. O estudo está sendo avaliado minuciosamente. Após as conclusões, segundo explicou Gonçalves, o projeto volta para passar por alterações, que normalmente são exigidas. Terminada essa fase, a Prefeitura solicita o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) - Relatório de Impacto Ambiental (Rima), exigido para qualquer ação de grande porte, que possa prejudicar o Meio Ambiente.
Todo esse processo pode demorar pouco mais de um ano. Por isso, a Prefeitura está preocupada em relação à nova licença para continuidade das operações no aterro atual. O secretário acredita que, com o novo estudo de sobrevida, e se aprovado, haja tempo para preparar o novo local de depósito de lixo doméstico e industrial. (RR)

Prefeitura e Cetesb se reúnem para discutir “aterro inerte”

O secretário de Obras, Celso Gonçalves, junto com outros representantes da Prefeitura e o gerente da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) se reuniram nesta semana para discutir a viabilidade da instalação de aterro sanitário de inertes na cidade. O local em estudo, receberá apenas restos de materiais de construção como tijolos, argamassa, concretos, madeira, entre outros resíduos da construção civil. Em Limeira existem os Ecopontos, mas conforme Rossini, recebem pequenos volumes, normalmente de carroceiros e outros pequenos veículos. Para se ter uma idéia, o gerente da Cetesb estima que sejam produzidas cerca de 500 mil toneladas por dia de restos de materiais de construção no município. A quantidade é três vezes maior do que a concentração de lixo doméstico. O estudo também envolve a possibilidade de reciclagem. Plástico, madeira e ferro, por exemplo, podem ser recuperados. Já os tijolos, concretos e argamassa podem ser triturados, virar pó e serem reutilizados em outros serviços. Para esse trabalho, deverá ser aberta licitação para as empresas especializadas. Na cidade, já existe uma que fica na rodovia Anhangüera.

Jornalista: Gazeta de Limeira