PROGRAMAÇÃO
A segunda sessão ordinária do ano da Câmara de Limeira tem novamente uma pauta enxuta. São seis itens - sendo uma redação final (mera formalidade) e uma proposta de homenagem. Entre os demais projetos, um sobre uso de sacolas de papel em supermercados.
TRANSPARÊNCIA 1
Os vereadores petistas José Carlos Pinto e Nelson Caldeiras querem obrigar os comissionados que chefiem departamentos de compras ou comissões de contratações de obras e serviços na administração a publicar a declaração de bens na nomeação e exoneração.
TRANSPARÊNCIA 2
Projeto feito pelos petistas prevê ainda que a declaração de bens dessas pessoas seja atualizada anualmente. De acordo com eles, o controle da população da gestão pública é um ato "necessário e saudável" para o exercício da democracia e a construção da cidadania.
EM QUEDA
Um dos requerentes da vaga de Otoniel de Lima (PTB) na Assembléia Legislativa, o ex-deputado Nelson Salomé (PR) viu sua influência cair em Iracemápolis. Na eleição de 1998, teve 13 votos na cidade. Em 2002, foram 61. Na eleição de 2006, porém, recebeu apenas seis.
O NOME
Quem dá as cartas mesmo em Iracemápolis na eleição para deputado estadual é o tucano Celino Cardoso. Ex-chefe da Casa Civil no governo Mário Covas (PSDB), ele teve 1.736 votos na cidade em 1998. Quatro anos depois, foram 2.725. E em 2006, recebeu 3.378.
MIXARIA
Para efeito de comparação, Otoniel teve em Iracemápolis 268 votos (12 vezes menos que Celino). Lusenrique Quintal (DEM) e José Carlos Pejon (PP) tiveram 320 e 316 respectivamente (dez vezes menos). Waldir Agnello (PTB), ligado à Igreja Quadrangular, teve 349.
TROCA
Celino tem apoio das lideranças políticas de Iracemápolis desde o governo Cláudio Cosenza (PMDB) - o atual prefeito Fábio Zuza (PSDB) era vice. O deputado tucano sempre correspondeu ao apoio com emendas em prol do município. Este ano, foram três emendas dele.
A LISTA
Quem mais fez emendas pró-Iracemápolis em 2007, porém, foi Otoniel: 14. Aldo Demarchi (DEM) fez quatro; Antonio Mentor (PT) e Mozart Russomano (PP) duas cada; Roberto Morais (PPS) e Rogério Nogueira (PDT) uma cada - ao orçamento e à Lei de Diretrizes (LDO).