Produtor rural se queixa da falta de remédio

Foi no bolso do produtor rural Luiz Gonzaga Parolo, de 58 anos, que pesou a falta de remédios na rede pública de Saúde. Há quase um mês, ele tenta conseguir caixas de Hidantal no Ambulatório de Saúde Mental de Limeira. A tentativa, porém, tem sido em vão. Sem alternativa, Parolo teve que comprar o medicamento, uma vez que sua esposa não pode interromper o tratamento de saúde. "Comprei no cartão, porque não tenho dinheiro", diz.

O homem comprou seis caixas do remédio após passar novamente pelo ambulatório. Ele tem recorrido ao atendimento municipal desde dezembro do ano passado. "O medicamento chegou hoje (ontem) e já acabou", reclama. A preocupação de Parolo é com a continuidade do tratamento, que já dura quase cinco anos. Desde 2003, a esposa dele necessita do Hidantal. Ela toma três comprimidos todos os dias. "Como pode um medicamento controlado faltar na rede pública? Isso não pode acontecer", comenta. Sem os comprimidos, a mulher pode sofrer crises de epilepsia.

Cada caixa do remédio custa pouco mais de R$ 5. "Pode parecer pouco, mas para mim faz falta. Não sou aposentado e vivo do que planto. Trabalho numa área arrendada e tenho enfrentado muitas dificuldades. As chuvas estragaram a produção e estou sem uma renda garantida", revela. Antes de efetuar a compra, a esposa de Parolo conseguiu duas caixas do medicamento. Elas foram doadas por uma pessoa conhecida da família.

A Central de Medicamentos negou, por meio da Assessoria de Comunicações da prefeitura, a falta do remédio. Informou que há no Departamento de Saúde Mental comprimidos disponíveis do medicamento Finitoína 100, que é o termo técnico para o Hidantal. Ainda revelou que quando há falta de remédios, ela deve ser comunicada à Central para que providencie o envio dos mesmos.