MST: Agora, comissão se reúne com moradores

As comissões que foram criadas em Limeira para debater a questão sobre a ocupação - de uma área nas proximidades do Horto Florestal - por 250 famílias ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) se reuniram novamente ontem à noite na Câmara. Agora, o encontro foi com moradores de áreas próximas do acampamento.

De acordo com a presidente da Comissão de Diálogo - articulda pelo Executivo, polícia e igrejas -, Nilce Segalla (PTB), a reunião foi marcada pelos moradores, que estão se sentindo incomodados com a ocupação. "Não sei exatamente quais são os problemas, mas um deles são os furtos.

Primeiro, vamos ouvir. Depois, pensar em ações", disse. A vereadora Iraciara Basseto (PV), que preside a Comissão de Assuntos Relevantes, criada pelo Legislativo, afirma que a idéia do encontro foi para traçar um caminho social para que haja uma solução para o impasse. "Queremos ouvir todos os envolvidos e chegar a um resultado em que ninguém seja prejudicado", explica.

As duas comissões, até o final da tarde de ontem, não tinham estimativas do número de moradores que iriam participar do encontro.

A comissão comandada por Iraciara deve nos próximos dias apresentar documentos à Vara Federal de Justiça de Piracicaba e em Brasília. A vereadora relatou que a comissão irá fornecer argumentos comprovando os investimentos e os planos do município para a área - como um Distrito Industrial.
Como o Jornal já mostrou, as lideranças do MST argumentam que só irão deixar o local quando houver uma decisão da Justiça Federal sobre a área.

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) informou ontem, por meio da Assessoria de Imprensa, que não há novidades sobre o processo, já que a Justiça Federal está em recesso e só volta ao trabalho no fim da primeira quinzena deste mês.