Mais de 20 requerimentos foram feitos ontem pelos vereadores que compõem a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura irregularidades na compra e no conteúdo de apostilas didáticas usadas por alunos do ensino fundamental de Limeira. A CPI se reuniu ontem por mais de duas horas na Câmara Municipal em sessão aberta ao público.
Inicialmente, Almir Pedro dos Santos (PSDB), José Carlos Pinto (PT), Nilce Segalla (PTB), César Cortez (PV) e Iraciara Basseto (PV) assistiram às reportagens veiculadas por emissoras de TV sobre as denúncias relativas à Editora Múltipla, que forneceu o material a Limeira por um contrato de R$ 3,8 milhões. Em seguida, os parlamentares checaram a documentação enviada ontem em 12 caixas pela Prefeitura de Limeira.
Entre os requerimentos feitos pelos vereadores, César Cortez pediu mais estrutura para a CPI. "Precisamos de gente competente aqui. A ata da reunião de hoje (ontem) foi feita à mão por uma funcionária. Tem que ter, no mínimo, um computador", reclamou. Cortez sugeriu contratação de um advogado, de um pedagogo e de uma secretária.
Iraciara solicitou pareceres jurídico e pedagógico, respectivamente, sobre o procedimento licitatório e o conteúdo das apostilas. Ela quer também que sejam ouvidos os membros da comissão de licitação da prefeitura e os orientadores pedagógicos que trabalham com as apostilas.
Presidente da CPI, Almir Pedro dos Santos (PSDB) solicitou audiências junto à Promotoria da Infância e da Juventude e ao Grupo de Atuação Especial Regional para Prevenção e Repressão ao Crime Organizado (Gaerco).
Já Nilce sugeriu que seja feita uma diligência na sede da Editora Múltipla e na gráfica utilizada por ela. E José Carlos pediu cópia do processo administrativo que antecedeu a licitação, audiência no Ministério da Educação e Cultura (MEC) e cópia de todo trabalho de consultoria para a Educação, feita pela empresa Múltipla Editora, ainda com a razão social Multiprinter Editora.