EM XEQUE
Com a assinatura do vereador Almir Pedro dos Santos (PSDB) no requerimento que pede instauração de uma CPI para o nebuloso caso da milionária terceirização da merenda escolar no município, a Câmara Municipal está em xeque, pois o mínimo que se pode fazer para investigar com seriedade esse caso é por meio de CPI e, se isso não ocorrer, a própria instituição cairá em descrédito total - e isso às vésperas de 2008, ano de eleições municipais.
DESESPERADO
Um vereador governista, que pediu anonimato, contou que o prefeito Silvio Félix (PDT) há dias está procurando os vereadores tentando convencê-los a não assinar o requerimento de CPI da Merenda. O prefeito, segundo o edil, não está conseguindo nesses contatos esconder o desespero e o medo da CPI. Há muito mais coisas por trás dessa terceirização, crê o vereador, sem, contudo ainda ter decidido assinar o requerimento.
SEMPRE É BOM LEMBRAR
Já opinei que, para esse caso, CPI é pouco. As últimas notícias demonstram que a situação é para Comissão Processante, com o afastamento do prefeito. Félix sabe disso, razão talvez de seu desespero. Todavia, a CPI também é importante, pois é uma comissão que tem poderes para investigar em profundidade. Por isso, vale lembrar os vereadores que já assinaram o requerimento: Nelson Caldeiras e José Carlos Pinto, ambos do PT, Tarcílio Bosco (PSB) e Almir (PSDB). Faltam usar a caneta: Carlinhos Silva (PDT), Ferraresi (PDT), Cortez (PV), Eliseu (PDT), Fausto (PDT), Iraciara (PV), Raposo (PR), Cover (PDT), Lombardi (PR) e Nilce (PDT).
CONTAS DE SILVIO REJEITADAS
Pode, por muitos, ter passado despercebido, mas a prestação de contas da campanha eleitoral de 2004 de Silvio Félix foi desaprovada pela Justiça Eleitoral por votação unânime, conforme acórdão número 158257, publicado no Diário Oficial no dia 24 de abril deste ano. Os advogados de Félix protocolaram, um dia depois, recurso especial, que foi negado pela Justiça Eleitoral, fundamentada na mais grave irregularidade de prestação de contas, qual seja, a omissão de receitas ou despesas, "afrontando a essência das prestações de contas, que é tornar público todo o valor econômico envolvido nas campanhas eleitorais", relatou em seu voto o desembargador Paulo Henrique Barbosa Pereira. A negativa desse recurso foi publicada no Diário Oficial no dia 17 de maio, página 721, e transitou em julgado no dia 21 do mesmo mês.
Valmir Caetano/valmircaetano@terra.com.br