Lei que proíbe caminhão no Centro será mais rigorosa

O preço do progresso. É assim que o secretário de Transportes, José Augusto Ferreira de Camargo, define as novas medidas que estão em estudo e visam tornar mais rigorosa a proibição de caminhões pesados no Centro. A intenção é que as lojas recorram aos horários alternativos para entregas e o problema de fluxo seja amenizado.

Durante entrevista à Gazeta, o secretário informou que se trata de uma revisão do decreto 56, de 25 de fevereiro de 2004. Durante o governo de José Carlos Pejon (PSDB), a Prefeitura implantou o “Projeto Caminhões no Centro”, que limitava o trânsito de veículos pesados. O projeto delimitava um quadrilátero entre as ruas Sete de Setembro, Humaitá, Santa Terezinha e Cunha Bastos, dentro do qual o tráfego de veículos acima de 10 toneladas era permitido entre 9h e 19h nos dias úteis e após as 13h aos sábados.
A medida causou polêmica na época, mas foi ampliada. A restrição passou a atingir também a área de influência entre as ruas 7 de Setembro, Humaitá, Santa Terezinha, Capitão Kehl, Barão de Campinas, Cunha Bastos e Praça João Pessoa. A exceção ficou para empresas que tinham autorização da Prefeitura.
Apontado como um dos principais motivos de lentidão, o fluxo de caminhões pesados precisa ser novamente revisto principalmente em função da frota atual. “Nós detectamos essa necessidade durante estudos técnicos da área central”, afirmou.
Camargo explicou que o tamanho das carroceiras dos caminhões, com 10 mil quilos (10 toneladas) está cada vez maior, o que causa lentidão no trânsito. Agora, a idéia é limitar como tamanho máximo de carroceira 5 metros e peso até 6 mil quilos (6 toneladas). Isso significa que ao em vez de restringir o tráfego apenas para caminhões de três eixos, a medida também vai atingir veículos com dois eixos. A intenção é liberar o tráfego apenas para vans e veículos 3/4 no horário estabelecido.
Questionado sobre o impacto que a medida traria para as lojas, por exemplo, o secretário disse que é preciso recorrer aos horários alternativos, como já fazem alguns estabelecimentos. Ele citou ainda exemplos de cidades como São Paulo, em que o serviço de carregamento é noturno em vários pontos. “É o preço do progresso. Temos que pensar em alternativas que melhorem as condições de trânsito e beneficiem o próprio comércio”, justificou. Camargo acrescentou que proporcionando mais qualidade no trânsito, as chances de atrair mais consumidores para o Centro são bem maiores.
Embora não tenha estabelecido prazos, o secretário disse que há pressa para concluir o estudo, visando aumentar a fluidez do trânsito no centro, além de liberar mais vagas.
O valor da multa para quem descumpre a medida é R$ 85,13, além de perda de quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH), conforme o artigo 187 do Código de Trânsito Brasileiro. (ESS)

Jornalista: Gazeta de Limeira