Contra o greening, murtas serão retiradas

A Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente de Limeira terá que retirar 26 murtas. As plantas são hospedeiras do psilídeo - mosquito transmissor do greening. Trata-se de uma doença de difícil controle e que tem arrasado os pomares de laranja. As murtas, segundo o secretário de Agricultura, Richard Drago, foram verificadas no Jardim Senador Vergueiro, que fica na zona oeste de Limeira.

Uma inspeção nas árvores constatou a contaminação. "As plantas apresentavam os sintomas da doença", observa Richard. Ele explica que a Secretaria de Estado da Agricultura determinou que os municípios eliminem as murtas. "A Prefeitura de Limeira ainda está analisando o que vai fazer". Dentro de 60 dias, a cidade saberá quantas plantas possui da espécie murta. É que será feito um levantamento.

O secretário orienta a população. Ele pede para que comuniquem à secretaria casos de murta, que apresentarem pelo menos dois sintomas - sinais secos e amarelos. "O greening é uma doença preocupante, pois os casos vêm crescendo", comenta Richard. A comunicação deve ser feita pelo telefone (19) 3442-9628.

Apenas no primeiro semestre deste ano, os produtores de Limeira erradicaram 10 mil plantas. Este foi o número comunicado ao Escritório de Defesa da Agricultura (EDA). Na área de cobertura do EDA, que abrange 13 cidades - de Porto Ferreira até Limeira -, foram eliminadas 125 mil plantas. Os dados foram fornecidos pelo assistente de defesa vegetal do EDA, Antonio Carlos Junqueira do Val Filho.

INSPEÇÃO

Todo produtor é obrigado a fazer pelo menos uma inspeção em seu pomar anualmente. A comunicação deve ser feita até o dia 31 de dezembro. Nos primeiros seis meses de 2007, Limeira atingiu 80% da meta. Na região, o índice ficou em 40%.

Desde 2004, dois milhões de pés morreram no Estado de São Paulo. Eles foram vítimas do greening. Nem mesmo o principal banco genético de plantas do País escapou. O Centro de Citricultura "Sylvio Moreira", em Cordeirópolis, precisou arrancar plantas. Foram atingidos laranja, limão e tangerina, resultando na eliminação de 5 mil pés de citrus.

O centro é considerado o principal pólo de pesquisa da citricultura do Brasil. Somente a eliminação da planta infectada é capaz de bloquear a doença. Assim, não há riscos de que outros pés de laranja também sejam contaminados.


JL - Renata Caram