Denúncias de supostas irregularidades no Sindicato dos Metalúrgicos de Limeira feitas anteontem por Márcia Fernandes, de 41 anos, esposa de um dos dirigentes do sindicato, Ideraldo Luís de Moraes, levaram a entidade a anunciar que entrará na Justiça contra a mulher.
Sindicalistas se reuniram ontem na sede da entidade para rebater as acusações. Sobre os apontamentos de pagamentos irregulares de ajuda de custo e uso de automóveis para fins particulares, o administrador da entidade, Wilson Zanetti, diz que toda ajuda de custo é paga dentro da lei e que o valor de R$ 2.622 citado pela mulher é referente a um estudo pedido por Moraes sobre quanto ele teria direito a receber nos próximos meses.
A respeito do uso do carro e combustíveis, Zanetti frisa que todas as viagens são controladas e os documentos estão disponíveis na entidade para os associados. "Ele também negou gastos abusivos com celulares.
De acordo com Zanetti, as afirmações de que a entidade estaria recrutando membros do MST de Limeira para engrossar o número de eleitores são inverídicas. "Temos uma lista com os nomes de todas as pessoas que fazem parte deste movimento e garanto que ninguém está ou será incluído ilegalmente", afirma.
Advogado do sindicato, José Carlos Pereira diz que provas encontradas dentro da casa de Moraes - como rabiscos em jornais - dão uma conotação de que as denúncias feitas por Márcia foram articuladas junto com a "Chapa 2" - adversária da atual diretoria.
O marido de Márcia disse que o breve casamento acabou anteontem. "Vou pedir a anulação do casamento e buscar os meus direitos", diz ele, que estava casado há cerca de 30 dias. Ele nega as acusações. "Sinto-me traído. Fui apunhalado pelas costas", lamenta.
Delegado pede reunião hoje
A eleição do Sindicato dos Metalúrgicos, que acontece entre os dias 11 e 13 da próxima semana, deve agitar a categoria. Ao todo, 6.880 trabalhadores irão votar neste pleito. De acordo com o vereador José Carlos Pinto (PT), o delegado seccional Aparecido Capello convidou um representante de cada chapa para uma reunião na delegacia, hoje, às 10h, junto também com o comando da Polícia Militar. "Acredito que a idéia é para pedir o bom senso", diz o vereador.
JL - Henry Vilella