Profissionais da Educação podem decretar greve

Os profissionais da Educação - professores, diretores, supervisores e funcionários de escola - podem decretar greve nas escolas públicas estaduais a partir de amanhã. Hoje, às 14h, na Praça da República, os presidentes das entidades representativas - Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Centro do Professorado Paulista (CPP), Sindicato dos Supervisores do Magistério no Estado de São Paulo (Apase), Sindicato dos Funcionários da Educação (Afuse), Sindicato dos Aposentados (Apampesp) e Sindicato de Especialistas de Educação do Magistério Oficial do Estado de São Paulo (Udemo) - receberão a imprensa para mais detalhes sobre encaminhamentos das campanhas salarial e educacional e a perspectiva de mais uma greve contra a falta de negociação do governo José Serra (PSDB).

Os profissionais organizam desde segunda-feira um acampamento na Praça da República, em frente à Secretaria da Educação, para pressionar o governo a abrir negociação e atender as reivindicações, que abrangem reajuste salarial de 35,68% para recuperar o poder aquisitivo; respeito à data-base; incorporação das gratificações e bônus com extensão aos aposentados; correção imediata das distorções dos planos de carreira, entre outros pontos.

De acordo com o secretário da Apeoesp, Fábio de Moraes, o ato público na Praça da Sé, no dia 10 de agosto, que reuniu 30 mil profissionais da área cobrando estas reinvindicações, de nada adiantou. "O governo não atendeu em nada. A categoria continua insatisfeita", fala.

No acampamento, que deve acabar hoje, estão reunidas cerca de 40 pessoas. No local, eles entregam panfletos e conversam com a população sobre a situação dos educadores. "Se não formos atendidos mais uma vez, entraremos em estado de greve já amanhã", avisa.


Redação JL