Cordeirópolis registrou de janeiro a agosto deste ano apenas um caso de meningite. A gravidade é que justamente o primeiro caso foi o tipo de meningite meningocócica bacteriana, que levou à morte a dona de casa, P.N.M de 40 anos, no último domingo.
A morte foi confirmada à Gazeta na noite de anteontem, pela secretária de saúde do município, Kellen Cristina Rampo e também pela enfermeira responsável pela Vigilância Epidemiológica, Nayara Maria Bellini. Segundo elas, este foi o único caso registrado pela cidade, durante este período de oito meses. A justificativa é que há uma dificuldade na computação dos dados pelo departamento, que na maioria das vezes, encaminha os casos extremos aos hospitais de grande porte, e em decorrência a isso eles acabam sendo notificados nos hospitais da região, como Limeira.
Segundo familiares, a primeira vítima da patologia da cidade neste ano, era saudável, porém contraiu fatalmente a doença, chegando ao óbito. Em função disso, o departamento juntamente com a Vigilância tomou algumas medidas para que diminuísse o risco de proliferação da doença. “Quando constatamos o óbtido levantamos os números de pessoas que tiveram contato muito próximo com a vítima, a partir disso foi feito um procedimento técnico denominado de quimioprofilaxia preventiva. Nele as pessoas próximas, que tiveram contato com a paciente nos últimos sete dias tomaram uma medicação de 12 em 12 horas durante dois dias”, explicou a enfermeira.
O Departamento, em decorrência do falecimento e também dos surtos endêmicos da meningite meningocócia em cidades da região como Campinas, capital e demais lugares, está em alerta para evitar novos casos, orientando a população sobre os principais sintomas da doença que tem início abrupto e evolução rápida, podendo levar à morte entre 24 e 48 horas.
De acordo com Nayara, as manifestações iniciais da meningite são febre alta, prostração, dor de cabeça, vômitos, aparecimento na pele de pequenas manchas violáceas (petéquias), que inicialmente são semelhantes às picadas de mosquitos, mas que rapidamente aumentam de número, tamanho e vêm acompanhada de dores e dificuldades na movimentação do pescoço. Nas crianças com menos de um ano de idade, a doença se manifesta com febre, irritação, choro constante e falta de rigidez na nuca. “Nos casos suspeitos, a pessoa deve se encaminhar para as unidades básicas de saúde. No local há profissionais orientados para acompanhar o caso com agilidade, evitando assim novos óbitos”. (LC)
Jornalista: Gazeta de Limeira