Muitos ainda pensam que meningite meningocócica é letal apenas em crianças. Mas, registros de apenas um mês, são considerados graves: três mulheres morreram em conseqüência da doença. A primeira tinha 26 anos, a outra 40 anos e morava em Cordeirópolis e, a mais recente, uma moça de 27 anos.
Ontem, o coordenador da Vigilância Epidemiológica de Limeira, Marco Antônio Pereira Francisco, confirmou a morte da ourives Maria da Glória, por meningite meningocócica. Ela faleceu na quinta-feira da semana passada, no hospital Unimed e, a suspeita inicial, era de dengue hemorrágica.
De acordo com o médico, foi constatada a septicemia, que é a presença de bactérias no sangue (bacteremia), associada a doença grave, que no caso foi a meningite meningocócia. “Isso quer dizer que a meninge da moça não foi atingida, mas ela teve as conseqüências da meningite: febre alta (constante), dor de cabeça, rigidez na nuca, vômito, entre outros. É uma doença fulminante”.
Essa situação em crianças com idade abaixo dos cinco anos é grave. Conforme o especialista, a letalidade é maior justamente por causa da resistência. Por isso, Francisco afirmou que é preciso sempre estar em alerta, porque se não diagnosticar a doença com antecedência, “ela mata mesmo”. Questionado sobre o período de maior transmissão, o médico disse que, atualmente, em qualquer época pode ocorrer o contágio, mas é importante evitar locais muito aglomerados, por exemplo.
OUTROS CASOS
A primeira morte em adulto, conforme a Gazeta mostrou no dia 16 de agosto, teve como vítima a S.R.S., de 26 anos. O próprio coordenador da Vigilância Epidemiológica contou na oportunidade, que ela era saudável, mas fatalmente contraiu a doença e, embora tivesse sido medicada, não resistiu.
As mesmas características foram observadas em P.N.M de 40 anos. Na edição do dia 1º deste mês, a reportagem mostra que a mulher, que morava em Cordeirópolis, também foi vítima da meningite meningocócica, confirmada pelo município.
Além desses casos envolvendo adultos, a Vigilância Epidemiológica de Limeira ainda notificou mais uma morte neste ano por causa da doença. Foi uma criança com quatro anos.
Mesmo assim, Francisco afirma que não se trata de um surto, por isso, não há a necessidade da intervenção do governo do Estado. O envio de vacinas de bloqueio, de acordo com ele, só é necessário quando se constata epidemia. Em Limeira, a última vez que uma população de mais ou menos 90 mil pessoas foi imunizada contra meningite meningocócica, foi em 1993.
Qualquer suspeita, a orientação é procurar um médico. As Unidades Básicas de Saúde (UBSs) estão em alerta para os primeiros sintomas. (RR)
Jornalista: Gazeta de Limeira