Quem sofreu nas últimas semanas um perceptível aumento foi o preço do queijo. Nos supermercados as donas de casa que costumam comprar o produto buscam respostas para a disparada nos valores. Há especialidades que estão mais caras do que o quilo da carne.
Segundo o gerente do departamento de perecíveis do Hipermercado Big, Jurandir Jesus Pereira, três são os fatores que podem ter influenciado no reajuste do produto: a entressafra do leite e o consequente aquecimento da demanda interna e o aumento de aproximadamente 10 % nas exportações no primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano passado. De acordo com ele, no começo de julho deste ano houve o reajuste no preço do leite, o que desencadeou o aumento nos demais derivados como a margarina, o iogurte, o leite condensado e o queijo. “O queijo mussarela por exemplo em alguns estabelecimentos pode ser encontrado a R$ 12,90, o quilo. Nós conseguimos vender a R$ 9,80, porque trabalhamos como uma quantidade de compra maior, fornecedores parceiros e entre outros fatores. Porém os pequenos supermercados sofrem com essa oscilação de mercado e tendem a repassar o preço aos consumidores “, explicou.
PREÇOS
A dificuldade em encontrar o produto estava mais incidente há dois meses, de acordo com o encarregado de frios do supermercado Covabra, Willian Dias. Ele afirmou que a tendência para as próximas semanas é que os preços se tornem mais estáveis, embora o aumento tenha sido perceptível nos últimos meses. Segundo Willian, exemplo dessa disparada pode ser analisada em várias especialidades, como o queijo mussarela, que subiu de R$ 9,90 para R$ 14,80, o quilo, o queijo branco que foi reajustado de R$ 9 para R$ 14 e também o provolone que era comercializado a R$ 12 e agora saltou para R$ 15,99 o quilo.
FATIADOS
Para driblar os preços altos e não eliminar o item da alimentação diária, alguns consumidores estão a optar pela compra do item fatiado em vez da peça. Nos supermercados, é possível ver nos carrinhos as bandejas, contendo os itens fatiados em pequenas porções, medida adotada por parte dos consumidores, como a dona de casa Tatiane Vasconcelos. De acordo com ela, essa foi a saída adotada em função dos altos preços, pois com os reajustes há queijos mais caros do que o quilo da carne. “Pesquiso muito antes de comprar e esses dias percebi que a o quilo do queijo provolone, por exemplo, está mais alto do que a própria picanha, vendida em alguns estabelecimentos a R$ 14,90”, contou. (LC)
Jornalista: Gazeta de Limeira