Correio: greve já acumula 150 mil cartas em Limeira

Pelo menos 150 mil cartas estão literalmente “paradas” em Limeira com a adesão de 84 carteiros do município à greve nacional da categoria, que começou na última quinta-feira. Os trabalhadores alegam “silêncio” do Correios e falta de diálogo para negociações.

Apesar de a categoria argumentar que tem pressa para retomar às atividades por causa dos prejuízos causados à população, o delegado José Geraldo de Oliveira, do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Sintect), disse que a empresa se recusou a discutir a pauta desde o início do movimento.
A única proposta feita até agora é de um abono salarial de R$ 400. “Precisamos de reajuste. É uma vergonha um carteiro iniciante ganhar R$ 524 por mês. Essa é a situação de pelo menos 60% dos trabalhadores da categoria na cidade”, afirmou.
Segundo ele, em Limeira a entrega de Sedex não foi suspensa, mas o volume de correspondências é grande. Como não há possibilidade de permitir que as pessoas se dirijam à Central de Distribuição para retirar as cartas, é preciso ter paciência e recorrer às alternativas.
Assim como a Fundação Procon recomenda, Oliveira disse que a população deve entrar em contato com os credores para tentar efetuar os pagamentos, assim como fazer esclarecimentos mais detalhados utilizando os números de “0800” disponíveis em boletos anteriores. “Os casos são muito específicos, por isso não temos como fazer uma única recomendação”, justificou. Já em relação às contas de água, por exemplo, a entrega não foi afetada porque é feita pela própria empresa que opera o serviço.
O gerente da agência central, Euzébio Félix, informou que o atedimento ao público está sendo feito normalmente, mas o volume de ligações de pessoas buscando esclarecimentos é alto. A categoria pleiteia uma série de melhorias, além de reajuste salarial de 47,77% para repor as perdas desde 1994. (ESS)


Jornalista: Gazeta de Limeira