O prefeito Silvio Félix (PDT) admitiu, pela primeira vez, que pode levar o lixo de Limeira para um aterro particular em Paulínia. A declaração foi dada anteontem às vésperas do prazo de vencimento da licença concedida pela Cetesb para o funcionamento do Aterro Sanitário de Limeira.
Félix mencionou a possibilidade diante de problema em torno da renovação da licença ambiental de uso do aterro. O prefeito citou o fato de integrantes do MST, que ocupam área nas proximidades, terem retirado uma cerca de proteção da área. "Colocamos a cerca e eles retiraram. Isso compromete o nosso projeto, que pode não ser aprovado", comenta. Se isso acontecer, Félix fala que Limeira terá que "enviar lixo para Paulínia". "Não teremos onde fazer o despejo. Teremos que recorrer a outras cidades".
A Cetesb informou ao Jornal de Limeira que a polêmica com o MST não impedirá a concessão de licença para a mesma área. Segundo o órgão, em hipótese de ampliação do espaço do aterro, a "situação teria que ser analisada".
O aterro de Paulínia vem sendo locado para municípios que apresentam problemas - como Limeira. Em Piracicaba, por exemplo, a prefeitura destina o seu lixo para aquela cidade. O custo médio mensal da operação é de R$ 500 mil, segundo informou ontem à noite o Jornal de Piracicaba.
RENOVAÇÃO
Limeira vem trabalhando na terceira etapa do projeto para renovação da licença de uso de aterro, que prevê a colocação de cerca. É apenas uma fase para que a Cetesb possa aprovar o projeto. "A retirada da cerca pode implicar em uma nova invasão", teme Félix.
A vida útil do aterro vence este mês, conforme mostrou o Jornal de Limeira no domingo. O assunto, inclusive, foi discutido no início desta semana pela Cetesb e representantes da Emdel, que é responsável pelo aterro. A eventual prorrogação será de seis meses.
São despejados diariamente no aterro sanitário cerca de 150 toneladas de resíduos domésticos e 100 toneladas de lixo industrial. (Colaborou Paulo Corrêa)
JL - Renata Caram