A comissão de sindicância aberta para apurar as circunstâncias que levaram Brian Corrêa Sales, de 4 anos, a permanecer trancado por três horas dentro de uma sala de aula em uma creche no bairro Cecap será prorrogada por mais 60 dias. O prazo para a conclusão do processo venceria amanhã.
Uma das três diretoras de escolas que compõem a comissão falou ao Jornal de Limeira, na condição de anonimato, sobre o andamento do processo. Ela cita que foram ouvidas 15 pessoas e que a comissão já tem parecer parcial sobre o que aconteceu. "Já sabemos que foi algo que não deveria ter acontecido. Pedimos a prorrogação, porém, para não cometer injustiças e concluir a sindicância da maneira mais justa possível", diz.
A mesma diretora afirma que, embora o prazo de prorrogação seja de 60 dias, o processo, aberto em 4 de julho, que já está com cerca de 100 páginas, deve ser concluído no final de setembro.
De acordo com ela, todos os depoimentos tomados foram coerentes e não houve contradições. "Todas as pessoas convocadas para falar sobre o caso cooperaram, o que facilitou muito o andamento da sindicância. Mesmo assim, entendemos que é necessário ouvir mais algumas pessoas para efetivar a conclusão", cita.
TRÂMITE
Depois de concluído o relatório de sindicância, em que serão apontados os responsáveis pelo incidente, haverá a abertura de um inquérito disciplinar e todo material deverá ser enviado para o Departamento Jurídico da prefeitura. Dentro dos processos administrativos, a pena máxima é da exoneração.
Conforme o Jornal já mostrou, o pai de Brian, o auxiliar de Enfermagem Rovilson Sales, 26, diz que desde o dia que aconteceu o fato - 29 de junho -, o filho não quis mais freqüentar o Centro Infantil "Irmã Maria José de Jesus Silva", onde aconteceu o incidente, e que o garoto foi matriculado em outra creche. O nome do local não foi revelado pelo pai.
JL - Henry Vilella