O penhor de jóias é para muitos a última alternativa de acesso a empréstimo em casos de emergências ou dificuldades financeiras. Entre janeiro e junho, foram R$ 5,1 milhões em contratos pela Caixa Econômica Federal (CEF) em Limeira. Para o público endividado e também para aqueles que vêem no penhor, uma boa chance de comprar dinheiro, a CEF reduziu as taxas desde o último dia 18. O resultado é que pode haver um aumento na busca pelo penhor.
De acordo com a CEF, nas variáveis de 2,1% a 2,88%, elas baixam para 2,08% e 2,85%.
Para o especialista e consultor em Economia, Celso Leite, os juros cobrados nessa modalidade de empréstimo ainda são altos em comparação ao cheque especial e cartão de crédito, que apresentam taxas melhores. “As menores taxas do mercado são as do cheque especial e cartão de crédito. Então as pessoas dispostas a emprestar dinheiro devem saber onde emprestar”, alertou. Os juros do cheque especial dos clientes da CEF baixam a partir de hoje para 1,85% ao mês, ou seja, menor que o penhor.
Para o especialista, parte da população não tem conhecimento sobre as outras formas de empréstimos que bancos, financeiras e factorings podem apresentar. Ele observa também que muitos clientes que se dispõem a penhorar jóias estão sem créditos em outras instituições. “As pessoas que não têm crédito disponível recorrem ao penhor porque para penhorar uma jóia, geralmente com valor sentimental, é preciso que a pessoa esteja disposta e realmente precisando”, comentou.
ÚLTIMO MÊS
A Gazeta publicou reportagem no último mês informando sobre o aumento no índice de empréstimos através do penhor. Na época, foi apontado como principal fator que explica esse aumento, o achatamento da classe média e o rebaixamento da classe alta em Limeira.
O aumento na concessão de recursos foi de mais de 10% em relação ao mesmo período do ano passado no País. O especialista acredita que quem penhora bens está precisando de dinheiro e está sendo achatado pela economia, perdendo padrão de vida em vez de acumular riquezas.
MULHERES
O banco constatou, por meio de entrevistas, que o penhor de jóias é usado na maioria das vezes para o pagamento de dívidas pessoais (70% dos entrevistados).
Quanto à ocupação, os clientes estão divididos em autônomos ou têm seu negócio próprio (33%), funcionários dos setores público e privado (também 33%) e demais (33%), sendo que 78% do total de clientes já utilizaram esse tipo de empréstimo mais de uma vez.
A pesquisa mostrou também que as mulheres são a maioria dos clientes (74%), sendo 55% na faixa etária dos 35 aos 50 anos e que os mais assíduos contratantes do penhor (55%), entre homens e mulheres, estão entre os 30 e 50 anos de idade, tendo renda média mensal familiar entre cinco e vinte salários mínimos (51% dos entrevistados). (BL)
Jornalista: Gazeta de Limeira