O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) do Ministério do Trabalho aprovou uma redução de 0,5 ponto porcentual na taxa de juros anual para trabalhadores que tenham mais de três anos de conta no fundo e queiram tomar empréstimo para aplicação em moradia. Com a decisão, a taxa cairá de 6% para 5,5% a partir de janeiro de 2008.
O dinheiro poderá ser usado para reformar ou ampliar residências, comprar material de construção ou mesmo uma casa popular. Quem pega empréstimo do FGTS paga, além da taxa anual de 6%, a Taxa Referencial (TR) e os custos bancários.
O Conselho Curador é formado por representantes do governo, trabalhadores e empregadores, e é responsável pela definição sobre o uso dos recursos do FGTS. Segundo o ministro Carlos Lupi, quem tem conta no fundo deve receber tratamento diferenciado. "Aprovamos um atendimento preferencial a esses trabalhadores, que são os donos do dinheiro do fundo", ressaltou.
Secretário-executivo do FGTS, Paulo Furtado informou que cerca de 80 mil trabalhadores serão beneficiados com a medida. "Dados do Ministério das Cidades e da Caixa Econômica Federal mostram que 23% dos tomadores de empréstimos têm conta vinculada do fundo. No ano passado, 360 mil pessoas obtiveram empréstimos com esses recursos", disse.
O Conselho Curador decidiu ainda que, já a partir deste mês, o limite da renda familiar exigida para o financiamento de imóveis sobe a R$ 4,9 mil para quem mora nas capitais e regiões metropolitanas. Nas outras localidades, continua valendo o teto de R$ 3,9 mil.
Em relação aos imóveis financiados, o valor máximo subiu para R$ 100 mil nas capitais e regiões metropolitanas, com exceção de São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal, onde o teto foi ampliado para R$ 130 mil. No restante do País, o valor passou para R$ 80 mil.
AGILIDADE
Conforme o ministério, as decisões buscam agilizar a aplicação dos chamados recursos onerosos do FGTS, dinheiro emprestado e que retorna com juros para o fundo. Para este ano, está prevista a aplicação pelo governo de R$ 6,8 bilhões em habitação. "Com a redução na taxa de juros e o aumento das faixas de renda e do valor dos imóveis, vamos facilitar a aplicação dos recursos. As medidas terão impacto direto no crescimento das operações", destacou Furtado.
Para o representante da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Conselho Curador, Luiz Gonzaga Tenório, a queda de meio ponto faz justiça aos cotistas do FGTS. "E a decisão de elevar os tetos da renda familiar e de financiamento abre uma perspectiva para a classe média adquirir seu imóvel dentro das regras do Fundo", falou.
Por Agência Brasil
Fonte: JL