Ipem autua BL Bittar por irregularidades em papel higiênico

O Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem) autuou a empresa limeirense BL Bittar Indústria e Comércio por irregularidades em fiscalização de papéis higiênicos realizada anteontem. A empresa alegou que os problemas ocorreram em função da reestruturação do processo industrial e vai apresentar defesa.
O órgão, ligado à Secretaria de Justiça e da Defesa da Cidadania, verificou 42 lotes de diversos tipos de papel higiênico, como os rolos de folhas simples, dupla, de 30 e de 60 metros. Foram 11 (29,1%) lotes com erros quantitativos, o que deixou a empresa limeirense com os quatro primeiros lugares no ranking de irregularidades.
A maior reprovação ocorreu em Ribeirão Preto. Em 20 amostras do produto “Bl Plus”, de 30m x 10 cm, o comprimento médio foi 14,85% menor que o declarado na embalagem. Em um deles, os fiscais deram falta de pelo menos 12 metros.
Em 2º lugar, ficou o produto “Finus”, de 30 m x 10 cm, cujo comprimento médio estava 304 centímetros (10,13%) abaixo do indicado na embalagem. Em 3º e 4º lugares, ficaram respectivamente o “Finnus”, de 60 metros, com 8,55% a menos de comprimento, e o “Finnus Bianco”, também de 60 metros, com 6,85%.
Outras empresas também serão autuadas, como a Multipaper do Brasil, que teve o papel “Dubbon” com média menor de 76,5 centímetros do que o indicado e o de folha simples “Genial”, menos de 31,5 centímentos em média no rolo de 30 metros.
Segundo o Ipem, cada lote de produtos examinados tem um número de amostras que varia entre 5 e 80 unidades. Na fiscalização, o papel higiênico foi desenrolado e teve o comprimento e a largura do papel medidos. A empresa tem 10 dias para entregar a defesa para o caso ir para análise. As multas podem variar até R$ 50 mil em caso de reincidência.
Em entrevista à Gazeta, o gerente comercial da BL Bittar, Eduardo Prado, disse que a empresa reconheceu o problema diante do Ipem e alegou que as falhas foram derivadas do processo de reestruturação pela qual passa a empresa. “Já regularizamos tudo e as inspeções continuam reforçadas”.
Prado disse que já pediu ajuda ao Inmetro para retirar produtos do mesmo lote que estiverem ainda no mercado. Com uma produção de 300 mil fardos de papel higiênico, a empresa está confiante em que o Ipem entenda a justificativa e que o problema não afete a confiança dos clientes de todo o País. (RS)


Jornalista: Gazeta de Limeira