Conhecer o impacto causado pelo trabalho infantil nas crianças, adolescentes, famílias e economia da cidade. Este é o objetivo do 1º Seminário Municipal para Erradicação do Trabalho Infantil em Limeira - "Diagnósticos e Alternativas". Na próxima sexta-feira, cerca de 200 participantes são esperados no evento, que acontece a partir das 8h na Câmara. O encontro é aberto.
A idéia também é conhecer experiências de outras cidades e dar início à implantação de ações no município. A afirmação é de dois coordenadores da Comissão Municipal de Erradicação do Trabalho Infantil, Rita de Cássia Miranda e Robson Ramalho Franco.
A estimativa é que 6 mil crianças e adolescentes - entre 11 e 17 anos - trabalham no segmento de jóias. O número consta de uma dissertação de mestrado do engenheiro Marcos Antônio Limbardi, cujos dados foram divulgados pelo Jornal de Limeira.
"A gente tem informação de que há meninas de 12 anos trabalhando como empregadas domésticas. A prática do trabalho infantil não está dentro das empresas, mas no interior das casas", observa Rita de Cássia. "Vamos discutir políticas para acabar com o trabalho infantil em todos os segmentos e não apenas no de jóias. Queremos ações efetivas", comenta Franco.
CASOS
O seminário terá a participação de representantes dos três governos - municipal, estadual e federal. Será discutida a experiência de Franca, que conseguiu erradicar a mão-de-obra infantil nas fábricas calçadistas.
Em junho, a Prefeitura de Limeira admitiu a existência de trabalho infantil no setor de jóias. São dois casos - um registrado em 2006 e outro este ano - envolvendo jovens de 16 e 17 anos.
JL - Renata Caram