Alambrado ainda é alvo de vandalismo

O alambrado que deveria oferecer segurança ao Aeroporto de Limeira, na zona sul da cidade, tem exercido um papel bem diferente deste. Atos de vandalismo no local têm resultado em insegurança. Numa volta rápida, mesmo que seja do lado de fora do aeroporto, é possível ver as marcas da destruição. Em alguns trechos, o alambrado está aberto. E não são poucos os que se encontram nesta situação.

O problema não é recente. Em fevereiro, o Jornal de Limeira retratou a ação dos vândalos. Na época, o alambrado ainda estava sendo instalado. Agora, com o fim das obras e a liberação do aeroporto pelo Comando Aéreo Regional (Comar), o drama se repete. Os reparos são constantes. Isso representa mais gastos - pesa no bolso e nos cofres públicos. É a prefeitura quem deve executar o conserto do alambrado danificado.

A abertura no alambrado é feita pelos moradores vizinhos - dos bairros Ernesto Kühl e Santa Eulália. Eles fazem buracos no alambrado para que possam utilizar a pista do aeroporto, que serve de ligação entre os bairros. Nem mesmo com a existência de placas alertando que atravessar a pista é proibido, a ação dos vândalos diminui. A proibição é determinada pelo Ministério da Aeronáutica.

A constante destruição irrita quem trabalha no local. Presidente do Aeroclube, Nilton David diz que é impossível dar conta de arrumar o alambrado. "A gente arruma e eles destróem. Não vence consertar. Fizemos um levantamento e verificamos mais de 50 buracos no alambrado", fala.

Segundo ele, a destruição ocorre principalmente no período noturno, quando os guardas municipais não se encontram no aeroporto. Durante o dia, eles fazem a segurança da área e impedem principalmente que a pista seja invadida por pedestres. A diretoria do Aeroclube não descarta a possibilidade de buscar ajuda da polícia. Deve ser registrado, primeiramente, um boletim de ocorrência.

OBSERVAÇÃO

Da Avenida Professor Dr. Antonio Prince Rodrigues, no Santa Eulália, a dona de casa Benedita Conceição Teodoro, de 75 anos, observa o alambrado cheio de buracos. "Eles consertam e destróem novamente", comenta. Ontem à tarde, ela e os bisnetos viam a movimentação no aeroporto, mas do lado de fora.

Mesmo com a abertura no alambrado, ela diz que não costuma atravessar a pista. "Se o guarda deixa passar, tudo bem. Caso contrário, a gente dá a volta", cita. O Jornal de Limeira pediu informações na prefeitura. Até o início da noite de ontem, porém, nenhuma resposta foi dada.


JL - Renata Caram