Sindicato vai apurar excesso de trabalho

Depois do atropelamento causado por um ônibus da Viação Limeirense, que provocou a morte da dona de casa Clarinda Confort Bilato, de 75 anos, a empresa decidiu fazer uma reunião ontem para mudar os horários de trabalho dos motoristas. O Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Público de Limeira (Sindittrul) irá investigar as causas do acidente, tendo o excesso de trabalho como uma das linhas de apuração.

Conforme o coordenador-geral do Sindittrul, Júlio Góes, a entidade recebeu informações de que a motorista que estava conduzindo o ônibus tinha trabalhado mais de 13 horas seguidas. "Não podemos ainda afirmar se foi isso o que teria provocado o acidente, mas iremos investigar todas as causas possíveis", diz.

De acordo com Góes, o próximo passo será ouvir a motorista do coletivo, M.O.S.F.S, de 39 anos, que foi levada para a Santa Casa no dia do acidente em estado de choque. "Queremos saber o que ela tem a dizer sobre o que aconteceu e com os relatos tentar chegar ao motivo da tragédia", afirma.

A diretoria da Viação Limeirense, em uma reunião na sede da empresa, ontem, às 15h, sugeriu aos motoristas uma nova escala de trabalho, propondo que os empregados que fizerem a última volta do turno façam também mais uma adicional, o que seria a primeira volta do turno seguinte. A idéia é encurtar o horário de descanso e, assim, diminuir a jornada de trabalho. Uma assembléia será realizada na próxima semana entre o Sindittrul, motoristas e cobradores para avaliar proposta apresentada.

No entanto, tudo indica que a proposta não será aceita, já que no início deste mês, por muito pouco não aconteceu uma paralisação. O motivo foi que a empresa alterou o horário de descanso. A categoria alegou que a medida descumpre item da Consolidação das Leis de Trabalho (CLT).


JL - Henry Vilella