Servidores públicos são capacitados para atender deficiente

Capacitar funcionários públicos para o atendimento aos portadores de deficiência. Este é o principal objetivo do curso gratuito de Libras (Língua Brasileira de Sinais), promovido pelo Ceprosom, que começou ontem na EMEIEF “Vereador Mauro Sérgio Vieira”, situada na Boa Vista. A aula inaugural reuniu 115 servidores de todos os setores dos serviços públicos municipal, estadual e federal.
O palestrante Neivaldo Augusto Zovico ministrou a primeira aula. Ele é diretor da Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos (Feneis) e conselheiro estadual para Assuntos da Pessoa com Deficiência.
Além de promover a inclusão social, a presidente do Conselho Municipal dos Direitos das Pessoas Deficientes, Regina Célia Pereira, explicou que a medida visa ao cumprimento da lei federal 10.436 de 2002. A legislação, regulamentada em 2004, determina que 5% dos funcionários conheçam a Língua Brasileira de Sinais para melhorar o atendimento público oferecido aos portadores de deficiência.
A biológa da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente, Ana Maria Lucato Vasques, exemplificou, na prática, a importância dessa iniciativa. Ela lembrou que é cada vez maior o número de visitantes portadores de deficiência ao Zoológico Municipal, mas a dificuldade de comunicação entre os funcionários e os grupos de visitas é grande. “O local recebe cada vez com mais freqüência as crianças portadores de necessidades. Se queremos promover realmente a inclusão, precisamos estar capacitados para isso”, declarou.
A coordenadora do Serviço Social Escolar (SSE), Paula Bocaiuva Bortolan Forster, explicou que o órgão atende, por exemplo, mães com deficiência auditiva, mas os funcionários precisam estar preparados para isso.

CAPACITAÇÃO

Devidos às dificuldades de atendimentos mencionadas, Célia Regina explicou que o curso busca capacitar pelo menos um represendante de cada órgão ligado aos serviços públicos. Segundo ela, além de membros de todas as autarquias e secretarias municipais como Defesa Civil, Secretaria da Saúde, Guarda Municipal (GM) entre tantas outras, servidores de cartórios, fórum, receita federal e delegacias também estão envolvidos.
Inicialmente serão formadas cinco turmas com 20 alunos cada. O curso tem 30 horas de duração. No momento da inscrição, o interessado faz a opção pelo dia e horário em que prefere fazer o curso. “O Ceprosom quer facilitar a participação nas aulas. A idéia é que o curso seja oferecido durante o horário de trabalho”.
As aulas serão ministradas por um deficiente auditivo, que é funcionário do Ceprosom, e também por um intérprete.
Este trabalho ajuda a complementar também as atividades desenvolvidas no Centro Educacional João Fischer Sobrinho, que atende atualmente 65 pessoas, com idades entre 3 e 23 anos. Segundo Cláudia Ligia Massaro Guidi, da área de oficinas da instituição, os portadores de deficiência participam de aulas de estimulação, atividades pedagógicas paralelas ao aprendizado no ensino regular. Na adolescência eles participam de projetos voltados para o mercado de trabalho. (ESS)


Jornalista: Gazeta de Limeira