Prefeitura anuncia mutirão para notificar donos de terrenos sujos

O déposito de lixo e entulho em terrenos e córregos da cidade tem sido um problema noticiado diariamente pela Gazeta. Nos bairros periféricos a situação se agrava, podendo ser encontrados sofás velhos, geladeiras, pias e inclusive, animais mortos em locais públicos e privados.

Na tentativa de diminuir a sujeira no município, a Prefeitura anunciou um mutirão para notificar proprietários desses imóveis que servem para o despejo.
A reportagem da Gazeta procurou o diretor de serviços urbanos da Secretaria de Obras, Celso José Gonçalves, para que o poder público pudesse esclarecer as medidas que podem ser tomadas para conter a disseminação de lixo e entulho em terrenos privados e públicos. Segundo o diretor, esta situação está longe de ser solucionada e depende em grande parte da conscientização da população que possui o hábito de despejar lixo em terrenos e córregos. “A coleta de lixo percorre 100% do território de Limeira, portanto não existe motivo para o seu despejo em terrenos. No caso do entulho, já existem ecopontos e em breve serão instalados mais 14 pontos, além de caçambas em diversos bairros da cidade. Com relação a objetos, como sofás e geladeiras, existe a operação ‘Cacareco´ que faz o recolhimento, portanto, o poder público está agindo na tentativa de amenizar esta situação”, explicou.

MUTIRÃO

Mas o grande problema que a Gazeta tem observado pela cidade, é a falta de manutenção em terrenos privados, onde é depositada a maior quantidade de lixo e entulho. “Nós intensificamos o monitoramento destes terrenos, porque são os maiores depósitos de lixo. Em breve, realizaremos um mutirão de notificação, em que o proprietário notificado terá em torno de 45 dias para realizar a limpeza do local. Se não realizada, a Prefeitura fará a limpeza e será cobrada a despesa, mais 10% e multas do proprietário”, declarou.
Gonçalves explicou que, de acordo com a lei 1096/69 do Código de Obras, a Prefeitura tem a obrigação de notificar o proprietário e se não for resolvido o problema, serão cobradas toda a despesa e multas, totalizando um valor que varia de R$ 400 a R$ 4 mil. “É claro que é mais simples e barato para o proprietário, se ele mesmo realizar esta limpeza. Mas os proprietários descrêem da ação da Prefeitura e quando vem a conta, eles são obrigados a pagar.
A Prefeitura não quer realizar este tipo de ação, mas é a única forma de conscientizar as pessoas e manter a cidade limpa”, contou. De acordo com ele, o depósito de lixo começa com a ação de um morador, que despeja o entulho em um terreno que está com o mato alto, sem calçada e muro e ao ver este local sujo, outras pessoas começam a agir da mesma forma. “Se os terrenos são bem cuidados, possuem passeio público e muro de proteção, não servem de chamariz para as pessoas jogarem lixo.
Os moradores reclamam que são pessoas vindas de outros bairros que jogam o lixo, mas em sua maioria, é a própria vizinhança que começa o despejo”, falou. Conforme ele, o lixo causa transtornos como o entupimento da rede de galerias pluviais e grandes impactos ambientais, que serão resolvidos com o dinheiro público que deverá ser investido em outras áreas, como na educação e saúde. “Este dinheiro vem da própria população que não percebe que estas ações causarão problemas futuramente, que custarão mais caro do que se existisse uma maior conscientização de todos”, ressaltou.
Gonçalves frisou a importância da denúncia, através do 156. “Se existe um terreno sem manutenção e que está causando transtornos à vizinhança, a pessoa pode denunciar, sem se identificar. Além disso, é muito importante também denunciar os agentes causadores do despejo de lixo”, finalizou. (SA)


Jornalista: Gazeta de Limeira