A crise no setor aéreo brasileiro, marcada por freqüentes atrasos e cancelamentos de vôos, pode ter no futuro aeroporto regional de Limeira uma alternativa. Ao menos é o que manifesta a Prefeitura de Limeira.
Em nota divulgada ontem, por meio de sua Assessoria de Comunicações, o governo Silvio Félix (PDT) cita que a intenção é que uma das pistas esteja pronta em novembro deste ano, além dos hangares e administração. "Com os novos fatos envolvendo o setor aéreo, a importância de Limeira aumenta. A amplitude é regional", diz o engenheiro da Secretaria de Obras, Nadyr Arruda de Paula Eduardo Júnior.
Segundo ele, o transporte de cargas será um dos focos do novo aeroporto. Comparada a outras cidades de médio porte do Estado, porém, Limeira está atrasada (veja nesta página). Anteontem, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) apontou o Aeroporto de Viracopos, em Campinas, como solução para o transporte de passageiros e os de Ribeirão Preto e, eventualmente, Bauru como alternativas para o transporte de cargas.
De acordo com a prefeitura, a primeira pista do novo aeroporto terá mil metros de extensão por 30m de largura. Comportará jatos executivos e bimotores. O asfaltamento, porém, será feito numa etapa seguinte à liberação.
A pista atual - de terra - tem 850m de extensão por 20m de largura. Foi liberada recentemente para pousos e decolagens após um ano de interdição, devido a problemas estruturais. Em dez anos, foram cinco interdições.
O projeto do novo aeroporto - localizado no bairro Água Espraiada, zona rural, junto da Rodovia Limeira/Mogi Mirim - está orçado em R$ 46 milhões. O município busca recursos federais e estaduais para a obra. Segundo a prefeitura, a pista principal terá 1,8 mil metros de extensão - o que permitirá receber aviões de médio porte.
Piloto há 41 anos e secretário de Habitação do governo Félix, João Wenzel cita que a aviação leve para aparelhos de até sete mil quilos está próxima de um colapso. "Já há fila de espera desses aviões para decolar em alguns aeroportos. Cresceu muito o número de aeronaves no Brasil", disse por meio da assessoria.
Das Agências