Adriano de Toledo, o "Gibi", esteve na tarde de ontem em Limeira para acompanhar mais uma audiência no Fórum da cidade. O processo em questão, em que ele é réu, apura crime de formação de quadrilha ou bando. Acusado de ser o mandante dos ataques da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), "Gibi" fez uma viagem de seis horas até chegar a Limeira - ele está preso no presídio de segurança máxima de Presidente Bernardes. Para evitar resgate, ele foi escoltado por forte aparato policial. Para a audiência, estavam previstos os depoimentos de 17 testemunhas de acusação: dois delegados - Nilo Bernardi e o seccional Aparecido Capello -, oito investigadores de polícia, quatro policiais militares e três cidadãos.
Na noite de ontem, o Jornal de Limeira falou com Capello. Segundo ele, as oitivas transcorreram tranqüilamente. Ele disse que os depoimentos prestados foram em torno das investigações sobre as ações dos supostos membros do PCC. Capello detalhou, por exemplo, o conteúdo das interceptações telefônicas - com autorização judicial - realizadas pela polícia em maio de 2006. Nas gravações, segundo o delegado, "Gibi" teria ordenado os ataques da facção.
O processo sobre formação de quadrilha tem, além de "Gibi", mais 13 réus. Ontem, somente parte do grupo acusado acompanhou os trabalhos - os réus já foram ouvidos em outra audiência e negam envolvimento nos ataques. A audiência, que começou às 15h30 e terminou às 19h, foi comandada pela juíza-substituta Viviane Dourado Berton Chaves, da 3ª Vara Criminal de Limeira. Participou também o promotor de Justiça Fernando Bianchini.
Nani Camargo - Limeira