600 assinaturas pedem permanência de feira.

Após 30 anos instalados na Rua Capitão Manoel Ferraz de Camargo, no Jardim Piratininga, em Limeira, foi a primeira vez que feirantes ficaram apreensivos com a possibilidade de a prefeitura determinar a saída deles do local. É que há duas semanas, um grupo de moradores fez um abaixo-assinado para que a feira mudasse de área, que é realizada toda quinta-feira. "Quando ficamos sabendo desse movimento, decidimos nos mobilizar.

Fizemos também um abaixo-assinado e mais de 600 moradores desta região disseram que a feira não atrapalha e que deve permanecer onde está", disse Maria Cecília Polatto, que vende verduras há 25 anos.

Segundo a feirante, o movimento pela saída deles partiu de um comerciante da rua, que estaria se sentindo incomodado e prejudicado. "Ele começou a pegar assinaturas para que a feira mudasse de lugar. Algumas pessoas assinaram, mas a maioria dos moradores ficou do nosso lado", contou Maria Cecília. Outro feirante, o Totó da peixaria, criticou a atitude do comerciante. "A feira existe há mais de 30 anos no Jardim Piratininga. E esse homem se mudou para cá bem depois. Portanto, ele não pode fazer exigências", disse Totó.

Para evitar desentendimentos, há muito tempo, feirantes e moradores fizeram acordos. Em frente de garagens, por exemplo, não são instaladas barracas, que impediriam a saída de veículos.

O Jornal de Limeira entrou em contato ontem à tarde com o comerciante, cujo nome foi preservado. A secretária dele disse que ele estava ocupado e que não poderia atender a reportagem.

NA CÂMARA
Feirantes procuraram o vereador Tarcílio Bosco (PSB) e relataram a situação. Na segunda-feira, o parlamentar fez uma moção de apelo ao Executivo para que a feira continue onde está. "Por sorte, no dia que fiz a moção, o prefeito Silvio Félix esteve na Câmara e eu falei com ele", afirmou Bosco. "E o prefeito me garantiu que a feira não sairá de lá", disse o vereador.

Nani Camargo - Limeira