Viações ampliam dissídio e greve é adiada.

Não haverá mais a greve - prevista para ter início hoje - dos motoristas e dos cobradores do transporte coletivo de Limeira. Em longa reunião realizada ontem à noite na prefeitura, a categoria conseguiu um índice mais alto de reajuste de salários. As viações Rápido Sudeste e Limeirense ofereceram dissídio de 5,5%. Diante disso, os trabalhadores decidiram adiar a paralisação dos serviços.

Na última proposta feita pela empresa, na semana passada, somente a correção dos salários foi oferecida, baseada no período da inflação de maio de 2006 a abril deste ano, mais 0,5% de aumento, o que foi rejeitado pelo sindicato.

No próximo sábado, haverá uma nova assembléia com os funcionários para definir os rumos do movimento. Pelo menos até sábado, o transporte coletivo funcionará normalmente. Segundo o presidente do Sindicato dos Condutores de Limeira, Benedito Honório Barbosa, será votada na assembléia uma nova proposta para as empresas.

Até ontem à tarde, não havia acordo entre as partes e a greve estava determinada. Uma segunda reunião pela manhã foi realizada na Delegacia Regional do Trabalho (DRT) em Piracicaba, mas as negociações não prosperaram. Um novo encontro foi marcado à noite no gabinete do prefeito Silvio Félix (PDT), quando as viações deram uma trégua e decidiram ampliar o índice do dissídio. Segundo o Jornal de Limeira apurou, Félix atuou como mediador das discussões.

REUNIÃO
O Jornal de Limeira ouviu ontem à noite membros da comissão de greve. Segundo os trabalhadores, além dos 5,5%, as empresas se comprometeram a garantir a estabilidade de todos os funcionários até 30 de maio. "Durante esse período, vamos continuar negociando sobre os nossos pisos salariais", disse um motorista, que pediu para não ser identificado.

De acordo com o sindicato, atualmente, o salário de um motorista é de R$ 845 e de um cobrador, R$ 507. A proposta do sindicato é de um piso salarial para os motoristas de R$ 1,2 mil e para os cobradores, R$ 750, além de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de R$ 1,5 mil, tíquete refeição de R$ 250, vale-alimentação de R$ 12 (por dia trabalhado ou implantação de um refeitório na empresa com alimentação gratuita para os trabalhadores) e também plano de saúde que abranja a família.

GREVES

Conforme o Jornal de Limeira já mostrou, esta é a segunda vez este ano que os motoristas e os cobradores de ônibus de Limeira entram em greve. Na primeira paralisação, ocorrida em janeiro deste ano, os motoristas e os cobradores entraram em greve em conseqüência de alguns posicionamentos das duas empresas - como, por exemplo, dispensas por justa causa de funcionários.

Nani Camargo/Henry Villela