Aprovada em 1º turno emenda que proíbe nepotismo

A emenda de autoria do prefeito Silvio Félix (PDT) proibindo a prática do nepotismo em todas as esferas do Poder Público de Limeira foi aprovada ontem em primeiro turno por 13 votos favoráveis. O único a votar contra a proposta foi o vereador Almir Pedro dos Santos (PSDB).O primeiro projeto de emenda apreciado em plenário foi o de autoria do PT.

A votação foi apertada e a emenda foi rejeitada por 7 votos favoráveis e 6 contrários. Nesse caso os vereadores argumentaram que o grau de parentesco imposto pelo PT, 4º grau, seria prejudicial a parentes distantes e que na maioria das vezes não se conhecem ou então, ignoram o parentesco.

A vereadora Iraciara Bassetto (PPS) informou que a proposta do prefeito é a de menor prejuízo e que melhor atende às expectativas. “Parece que só o PT faz coisas boas aqui na Câmara. Tem tanta coisa que a gente aprova aqui, de grande envergadura, e não tem o mesmo destaque. Tudo aqui precisa de voto”, alegou ela.

Já Nilce Segalla (PTB) disse que preferiria seguir os passos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que considera somente o parentesco até 3º grau e por isso votou contra a proposta do PT. Na sequência os vereadores votaram a emenda de autoria do prefeito que foi aprovada sem discussão.

Na justificativa de voto, o vereador Carlos Ferraresi (sem partido) disse que estava bem à vontade para votar a matéria porque é filho e neto único, e portanto não teria parente para empregar. “O mais próximo é acima de quinto grau”, declaro, ressaltando que a Câmara respondeu ao clamor popular aprovando essa matéria.

Para o vereador, José Carlos de Oliveira (PT) que acabou votando a favor do projeto do prefeito, a Câmara deu exemplo em que pese o fato de ser um poder em menor instância. “Se formos esperar pelo Congresso talvez demore muito.

O ex-presidente da Câmara, Aldo Rebelo, se dizia comunista e disse que ia colocar a proibição do nepotismo em votação, mas isso nunca ocorreu”, afirmou.A votação em segundo turno deve acontecer dentro de 15 dias.

Jornalista: Andréa Crott