Em comunicado, Félix ataca Metalúrgicos.

"A participação do Sindicato dos Metalúrgicos, que está insuflando os funcionários públicos a entrar em greve (...), está impedindo um acordo com a prefeitura e os funcionários". Foi isso que o prefeito Silvio Félix (PDT) escreveu em comunicado sobre a paralisação de trabalhadores (leia na capa deste Jornal). Ele afirma que que a entidade "age de todas as formas para desestabilizar a administração municipal".

O prefeito também ataca a postura, considerada por ele "radical", de dirigentes do sindicato. "O sindicato vem contribuindo para que várias empresas metalúrgicas saiam de Limeira ou evitem vir para cá", disse Félix.

Diretores da entidade, Wilson Cerqueira e José Carlos Pinto, que também é vereador pelo PT, disseram, em carro de som em frente da prefeitura, que o Sindicato dos Metalúrgicos "apóia manifesto de trabalhadores, seja de qualquer categoria".

No comunicado, Félix é categórico ao afirmar que a prefeitura não tem dinheiro em caixa para pagar aumento pleiteado pelos servidores municipais. Ele cita que se concedesse os 24,7% de reajuste, a prefeitura iria gastar, a mais, R$ 33 milhões por ano. "Se dermos o aumento, ficaremos sem condição de fazer obra ou outro tipo de investimento que melhore a vida da população", disse.

Essas alegações de Félix já são conhecidas da categoria. Durante a manifestação, membros do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais tinham em mãos planilhas que apontariam a sobra de dinheiro nos cofres públicos para conceder o aumento. Por meio de cartazes, os trabalhadores criticavam os gastos que a prefeitura tem com os cerca de 500 cargos de confiança do Executivo. Sobre os gastos com comissionados, o prefeito não cita no comunicado.

Nani Camargo - Limeira