Depois dos problemas enfrentados pelos motoristas que passam pela estrada vicinal que liga Limeira a Artur Nogueira, a Prefeitura realizou a “Operação Tapa-Buraco”. Mas, segundo o diretor de serviços urbanos da Prefeitura, Celso José Gonçalves, a medida é insuficiente em função do número elevado de caminhões pesados que passam pelo local. Depois de uma análise quantitativa do fluxo, a Prefeitura vai solicitar uma lei que proíba o tráfego de veículos pesados na estrada. O estudo está em fase adiantada.
De acordo com o diretor, a estrada foi um dos primeiros locais da cidade onde, através da “Operação Tapa-Buraco”, foram feitos todos os serviços necessários de melhoria das condições do asfalto, em toda a extensão do município de Limeira. Porém, os motoristas que passam diariamente pelo local poderão sofrer rapidamente com novos buracos e até crateras no asfalto em função da falta de estrutura para receber o grande número de caminhões pesados, na maioria das vezes, de outros municípios.
Gonçalves explicou que quando a estrada foi construída há mais de 20 anos, o objetivo era facilitar o escoamento da safra dos produtores da área rural. Porém, a estrada acabou se tornando uma rota de fuga alternativa para motoristas que querem desviar do pedágio instalado em Engenheiro Coelho.
“Devido a falta de fiscalização que deveria ser feita pelo Estado, os motoristas que realmente poderiam usufruir da estrada vicinal são prejudicados com as crateras formadas no local”, afirmou.
FISCALIZAÇÃO
Por isso, além da “Operação Tapa-Buraco”, ele informou que a Secretaria de Transportes está fazendo um levantamento quantitavo do número de veículos pesados que passam pelo local, principalmente à noite. “Com os dados, que já estão em fase final de análise, será possível saber o impacto deste fluxo na estrada e comprovar que, como ela não tem resistência para receber esses caminhões, eles devem realmente ser proibidos”, explicou.
O diretor está otimista e acredita que, com esses agravantes, a lei deve ser implantada em breve. Além disso, a Prefeitura vai solicitar apoio do Estado para a colocação de balança e fiscalização no local. (ESS)
Jornalista: Gazeta de Limeira